quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Simpatias de final de ano

Bruna Flores


Passar a virada do ano com roupa branca, comer lentilha para dar sorte ou pular sete ondas nos primeiros segundos do ano novo são algumas crendices que muita gente faz questão de colocar em prática no Revéillon. Em contagem regressiva para o final do ano, muitos brasileiros já começam a procurar lojas de ervas e frutas em busca de uma nova simpatia para começar 2012 com pé direito.
A proximidade do Revéillon traz sorte no amor e também nas vendas, segundo o dono de uma loja de ervas, Márcio Silva, 53. Ele diz que as vendas aumentam em torno de 30% no final do ano. “Existe uma procura muito grande em dezembro. Sempre chegam pessoas querendo saber se tem alguma simpatia nova para atrair dinheiro e sorte. As ervas mais procuradas são arruda, alfazema e manjericão”, afirmou.
As vendas de frutas também crescem nessa época. “Tenho um aumento médio de 40 % nas vendas da uva, romã, ameixa e maçã. As pessoas procuram bastante para fazer simpatias e atrair muita prosperidade, sorte e dinheiro” disse o vendedor José Batista Neto, 42.
A vendedora Ângela Gomes Santos, 37, é adepta das crendices e garante que dá certo, “Minha mãe fazia simpatias e eu aprendi com ela. Desde então sempre fiz. Até agora a maioria deu certo. Uma vez passei a virada do ano vestida de vermelho para atrair paixão e hoje estou casada há quase três anos”.
A estudante Camila Figueiredo, 21, aposta nas simpatias para a virada do ano. “Sempre chupo romã à meia noite e guardo as sementes na carteira até o próximo ano para garantir dinheiro. Até agora não fiquei rica mas vou continuar tentando. Esperança é o que não falta e se não fizer bem mal não faz”.
Enquanto alguns encaram os rituais com seriedade, outros os ignoram completamente. O auxiliar de vendas Henrique Ameno Reis, 29, acredita que as pessoas precisam de referências temporais para se sentirem motivadas. “Não adianta dar pulinhos, comer uva, chupar manga, ou seja lá o que for. Eu percebo o tempo como algo contínuo e, seja lá o que for acontecer no próximo ano, será consequência de coisas que vim construindo ao longo de minha vida", afirma.
Acreditar ou não? Eis a questão. Acreditar em algo pode tornar os sonhos possíveis, mas é necessário muito esforço para vencer obstáculos de uma conquista.


Simpatia para atrair sorte:
Em uma noite de lua cheia pegue sete galhos de arruda, três moedas pequenas de qualquer valor e três pétalas de rosa branca. Coloque tudo na palma da sua mão e peça ao seu anjo da guarda para que tenha sempre muita sorte. Em seguida, faça um saquinho com um pano branco e coloque tudo dentro. Lave as mãos, costure o saquinho com uma linha amarela e carregue sempre junto de você. Esse será o seu amuleto da sorte.

Relato de uma gravidez planejada

"O meu nome é Vilani Ribeiro e tenho 40. A minha primeira gravidez foi aos 18 anos e foi um choque. Quando o meu filho tinha um mês de nascido eu engravidei novamente. Eu morava no interior e não tinha muito conhecimento sobre preservativos.
Aos 24 anos decidi dar uma vida melhor para os meus filhos e fui para Belo Horizonte em busca de um bom emprego. Aqui conheci o meu atual marido, que não tinha filhos e o seu grande sonho era que eu pudesse realizar aquele desejo.
Pensei muito sobre o assunto porque eu não poderia oferecer muito a uma nova vida e o tempo passou e o meu marido insistia cada vez mais e por obra do destino eu mudei de emprego e passei a receber mais e o meu marido tinha sido promovido no seu emprego. Após três meses engravidei.
O meu filho foi uma benção. Não tive problemas durante a gravidez e tudo ocorreu tranquilamente até o dia do seu nascimento.
Não me arrependo de ter tido um filho com 38 anos foi eu estava mais madura e pronta para receber aquela pessoinha que só trouxe felicidade na minha vida e na vida da minha família.
Ter sido mãe tão jovem e "velha" só me mostrou a diferença e as dificuldes quando não se tem a maturidade suficiente para saber lidar com tudo e algo planejado é melhor do que algo no susto.
Esta é a minha história, esta é a minha vida, claro que não só minha mas minha e de Nathan, meu filhote".

Gravidez

Confiram o vídeo que mostra o relato de duas mulheres. Uma planejou a gravidez e a outra não.

Abuso do álcool

Os problemas que pode provocar, segundo a visão do médico Valdir Ribeiro Campos

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Escola Municipal Israel Pinheiro realiza mais uma etapa do Projeto "Caminho dos Resíduos"

Rodrigo Aroeira

Fontes: Alex Magno Pereira Vasconcelos, Técnico de Mobilização Social da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
Vice Diretora, da Escola Municipal Israel Pinheiro, Sonia Carolina Ferreira.
Dayane Carolina Pereira, de 11 anos, aluna da Escola Municipal Israel Pinheiro (EMIP).

A mobilização ocorreu durante três dias consecutivos, com distribuição de panfletos, atividades para os moradores, apresentação de teatro e oficinas de skate e patins para as crianças.
O evento foi idealizado com o objetivo de melhorar a atitude da comunidade em relação ao lixo, e acabar com os pontos de descarte em locais indevidos no bairro Alto Vera Cruz.
Para uma maior descontração em falar de um problema sério, o grupo de teatro “Até tu SLU”, apresentou uma esquete teatral. ”O menino e o montinho”, que conta de uma maneira divertida os problemas que o lixo pode acarretar na vida das pessoas. “A participação da comunidade é fundamental, por isso nós da SLU estamos engajados tentando conscientizar as pessoas para que joguem o lixo para a coleta nos dias, horários e locais corretos” disse Alex Magno Pereira Vasconcelos, Técnico de Mobilização Social da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
“Acho que ajuda a população a não pegar doença e não jogar lixo na rua” ,disse Dayane Carolina Pereira, de 11 anos, aluna da Escola Municipal Israel Pinheiro (EMIP)




Fonte: http://portalnoticiasbrasil.blogspot.com/
Descartes irregulares de lixo em Belo Horizonte








O projeto acontece em parceria com a SLU, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Comissão Local de Saúde, Bairro Vivo, Secretaria de Esporte, Escola Municipal Israel Pinheiro e toda a comunidade. “Existem 18 pontos de descarte de lixo no bairro. Nosso objetivo é que seja retirado pelo menos um ponto por semestre, criando uma conscientização na população para que evite colocar o lixo em qualquer lugar”, disse a Vice Diretora, da Escola Municipal Israel Pinheiro, Sonia Carolina Ferreira.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Agrotóxicos na agricultura


Agrotóxicos na agricultura

Texto e fotos: Mirella Brandão

Foram discutidas pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais diversas alterações na legislação federal para tentar reduzir o uso de agrotóxicos na agricultura brasileira. A reunião aconteceu na quarta-feira, dia 16 de novembro.


Segundo Padre João, relator da Subcomissão, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo. Os dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentados pelo parlamentar mostram que anualmente são produzidas e importadas no Brasil, respectivamente, 613 e 266 mil toneladas de agrotóxicos.

Com relação à utilização do produto, o deputado mostrou que esse número chega a 789 mil toneladas por ano. As lavouras mais contaminadas são as de tomate e bat
ata e os índices de químicos encontrados estão acima do nível permitido. Existe a necessidade de fazer uma revisão mais delicada sobre o assunto: “temos de estudar como proceder sobre a produção dos agrotóxicos, das embalagens, dos dados dos rótulos e da comercialização desses produtos. O Brasil compra dos Estados Unidos e dos países da Europa os químicos utilizados nas lavouras, mas a venda dos produtos com quaisquer índices de agrotóxicos é restringida por eles”, revela o parlamentar.
A subcomissão da câmara vai propor normas para a pulverização de lavouras com uso de aeronaves, além de regras específicas e mais rígidas para a produção, armazenamento, comercialização e importação de agrotóxicos.
Uma pesquisa feita pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Anvisa, detectou que, de um total de 3.130 amostras analisadas, 29% apresentaram resultados insatisfatórios quanto à porcentagem de agrotóxicos presentes.

Com problemas como a fiscalização precária do uso de agrotóxicos, as propostas no relatório final da subcomissão da câmara dos deputados detectou que existem apenas 90 fiscais e técnicos em todo o país para fazer esse tipo de controle, além da falta de laboratórios para análise de produtos e pontos para coleta de embalag
ens.
De acordo com o relator da subcomissão, o deputado Padre João, do PTO, e o deputado Antônio Carlos Arantes, do PSC, presidente da Comissão de Política Agropecuária da Assembleia, é necessário ter uma política de conscientização da necessidade de utilizar os equipamentos de proteção individual – EPIs.

Genilton Martins, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Margarida, no leste de Minas, diz que não
é fácil convencer os produtores a usar equipamentos de proteção na hora de aplicar os agrotóxicos na lavoura: “as pessoas não usam nem o básico, que é o calçado, uma camisa de manga longa, uma calça. Às vezes, os jovens estão na lavoura de short e até sem camisa fazendo o uso de agrotóxicos”, conta Genilton.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Sa
úde do Trabalhador Rural da UFMG, Eliane Novato, os EPIs apenas evitam apenas efeitos imediatos, como abortos, mas não protegem contra doenças crônicas, como sensibilidade a infecções e até câncer: “de qualquer forma, existe uma pequena dose que vai aos poucos se acumulando no organismo”, relata.

Para checar a utilização de agrotóxicos em Minas, o IMA, Instituto neiro de Agropecuária, garantiu que realiza cerca de sete mil inspeções por ano em estabelecimentos comerciais e áreas rurais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONGADO EM BELO HORIZONTE

Textos e fotos: Mirella Brandão


O Congado é uma manifestação cultural e religiosa bastante presente em Minas Gerais. As comemorações são repletas de sons dos tambores, que dão ritmo às cantigas cheias de religiosidade, além do espetáculo de cores nas roupas e fitas. A coroação de rainhas e reis faz parte da celebração, que é parte da história dos escravos.
A tradição, passada de pai para filho, encontra dificuldade para resistir, já que depende da oralidade, não existindo documentos que assegurem sua perpetuação. Para os integrantes dos festejos, o Congado não é simplesmente folclore, mas sim a devoção a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que, segundo a crença, traz fartura de alimentos, além da fé em Santa Efigênia, que protege a residência dos devotos.

A celebração é uma mistura de cultos católicos e africanos. São 500 anos de história desde a escravidão, as lutas e os reinados. Os irmãos do rosário são dinâmicos, conservando suas tradições com organização, num ritual que envolve danças, cantos, levantamentos de mastros e coroações.

O Congado é formado por uma corte, composta de rainha e rei-mor, rainha conga, rei congo, princesa, príncipe e capitão. Também participam das congregações os guardiões, que é a guarda que toma conta da corte, e os caixeiros, que são aqueles que batem caixa, ou mais popularmente falando, tocam tambor. A rainha e o rei congos são eleitos a cada ano, enquanto os reis-mor são perpétuos. A princesa representa a princesa Isabel, que aparece como a representação da pureza, da fidelidade e da bondade, além de representar a libertação dos negros.

O Festejo Tambor Mineiro foi realizado em agosto, no bairro Prado, em Belo Horizonte

A religiosidade marcou a manifestação popular com a participação de Guardas de Congado e grupos de percussão de todo o estado para celebrar a cultura afro-brasileira. O evento proporcionou ao público diversos espetáculos com programação diversificada.
Conhecido por sua beleza e organização, o evento tem presença marcante em Minas Gerais. Durante o encontro, foram apresentados rituais do Congado, carregados de referências culturais. Promovido desde 2003 pelo grupo Tambor Mineiro, o encontro do Congado de Minas se impõe como um espetáculo da cultura afro-mineira.
As Guardas de Congado que vieram de várias partes de Minas encantaram o público, deixando evidente a devoção aos santos negros, principalmente Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. Os integrantes do Congado dançaram horas, demonstrando sua fé.
Compassado, mas com muita música, o cortejo levantou mastros e coroou o rei Congo. Os instrumentos mais utilizados foram as gungas, as caixas de Congado e os patangomes.
A mistura de culturas, formada por negros, mulatos, brancos, pobres e ricos é uma da s m arcas do evento, que busca manter a tradição incluindo novas gerações. O evento foi realizado em agosto, no bairro Prado, em Brelo Horizonte.

CRACK: A PEDRA DA MORTE SOCIAL.

A PEDRA DA VEZ

Texto: Mirella Brandão e Wanderlei Lucas
Fotos: Guilherme Ludwig, Mirella Brandão, Wanderlei Lucas







No meio do caminho tinha uma pedra. Assim disse nosso poeta, Carlos Drumond de Andrade. Mas ele não imaginava que de poeta, poderia ser classificado como profeta. A cada vez que uma pessoa utiliza o crack, uma droga feita a base de cocaína, a sociedade também adoece.
Vivendo à margem das leis e normas sociais, Tiago J.M, 26, conhecido como “Lorena”, sem trabalho, vive sem documentos, com um passado repleto de lacunas e um futuro incerto. Ele é uma das vítimas do crack.
Tiago não sai de casa desde 2010, com medo do que possam fazer a ele na rua. Segundo ele, quem sustenta seu vício são os dependentes que vão à casa dele: “Empresto meu espaço e eles me dão a pedra. Fumo com eles e fico de rocha (doidão)”, comenta.
NÚMEROS GARIMPADOS


A tragédia de Tiago é compartilhada hoje por milhares de mineiros. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), em 2009 e 2010 cresceu em mais de 20% o número de ocorrências policiais envolvendo o consumo e o tráfico da droga. Em 2009, a Polícia Militar registrou 3.391 boletins relacionados ao entorpecente. No ano passado, foram 4.073.
Diretora do Centro Mineiro de Toxicomania, Raquel Martins Pinheiro, constatou que só em 2011 houve um aumento de 43,9% em relação ao mesmo período no ano passado.
Dos 1.117 pacientes atendidos no Centro Mineiro de Toxicomania (CMT) no ano passado, 39,21% eram viciados em crack, que foi a droga que, individualmente, arrastou mais dependentes entre os atendidos na instituição. A diferença em relação a outras drogas ilícitas é alarmante: os usuários de cocaína representam 11,73%, enquanto os de maconha somam 9,76%.
Entre os dependentes de crack que se tratam no CMT, 391 são homens e 58, mulheres. A maioria (294) tem de 25 a 40 anos, primeiro grau incompleto (178) e é solteira (295). “O perfil do atendimento neste ano não muda muito. Do total, 40% são casos de recaída e 60% buscam ajuda pela primeira vez. O esforço do dependente é essencial, pois não há tratamento no mundo que tire a vontade de usar droga. A substância age na parte do cérebro que comanda o prazer. Se for usado um remédio para tirar o prazer da droga, ele vai anular todos os outros prazeres, como o de trabalhar e até mesmo o sexual”, explica a terapeuta ocupacional Raquel Martins Pinheiro, especialista em toxicologia e diretora do CMT. “Nesse período em que o crack está nos principais noticiários e que muitas pessoas falam que o viciado em crack não tem solução, o desestímulo com relação aos dependentes que querem se tratar aumenta. Porém, eles precisam buscar ajuda”, alerta Raquel.
Segundo a diretora do o Centro Mineiro de Toxicomania - instituição pertencente à Federação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) - foi o primeiro serviço público do Brasil criado em 1977 para atender o paciente de drogas. O dependente é acompanhado em hospitais por um clínico ou internado em instituições privadas. Ainda conforme Raquel, desde 2002, o CMT é credenciado como Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), em consonância com a Política Nacional do Ministério da Saúde.
O CMT possui capacidade para receber cerca de 12 novos casos de dependentes por dia. Na primeira entrevista do acolhimento são avaliados: a intensidade da relação estabelecida entre o sujeito e a droga/álcool; os comprometimentos psíquicos e orgânicos, e os danos sociais envolvidos, tais como o rompimento com os laços familiares, trabalho e escola. Após a avaliação do acolhimento, os pacientes poderão ser encaminhados, de acordo com cada caso, para os diferentes dispositivos institucionais, ou se necessário, para outras instituições. O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19horas na Alameda Ezequiel Dias, nº 365, bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Telefone de contato: 31-3217-9000.


DE FRENTE À REALIDADE


Voltando ao Tiago, mudou-se com a família de Nova Lima para Belo Horizonte quando ele tinha sete anos.
As drogas foram uma forma de encoraja-lo a assumir a encarar seus desejos mais secretos. Assim, aos 15 começou a fumar maconha; e, aos 17, o crack. “Até a fase da maconha, eu estava bem. Fumava porque não tinha coragem de assumir que era gay”, lembra.
As marcas deixadas pelo crack estão visíveis de Tiago. Ele já foi baleado seis vezes desde que se rendeu a tragédia que droga impõe à vida de um usuário. A primeira vez foi em uma briga com o namorado. Depois disso, ele nunca mais largou o crack e começou a roubar e a se prostituir para sustentar o vício.“Eu sentia mal, sem moral com ninguém”. Fui expulso de casa e acabei indo morar na casa de uma amiga, mas ela também era dependente. Em 2009 ele se sentia desesperado, a ponto de se esconder embaixo da cama e gritar por socorro durante as alucinações que o crack causa. “Tomei um tiro no rosto, fui detido e esse foi o pior momento da minha vida, que foi perder a liberdade”, contou.
Após um ano de detenção, conseguiu liberdade provisória, ficando de dia na rua e dormindo no presídio. Nessa época, diretamente ligado ao tráfico, ele levava drogas a outros detentos: “Hoje os presídios estão cheios por causa do crack, e não do álcool, da maconha e da cocaína”, comenta.
Nem os ferimentos, nem as ameaças e nem a prisão, nada disso incute em Tiago a vontade de se afastar do crack. “O crack mata sim, mas por causa das reações, das loucuras que ele provoca. A pessoa pode se jogar de um prédio, ser baleado em alguma rixa ou acerto de contas... mas ele (o crack), como substância, só mata se for muito ingerido”, explicou.
Hoje, Tiago mora com a mãe. “Minha mãe ainda se desfaz muito de mim, mas eu não dou escolhas a ela. Ainda pego dinheiro na bolsa dela quando ela dorme... mas, depois, eu pago”, afirmou.
Apesar os conflitos com a mãe, Tiago não esconde que seu maior medo é perdê-la. “No dia em que isso acontecer, tenho certeza de que vou virar um mendigo”, disse.
Segundo Tiago, a internação compulsória está fora de cogitação para ele: “não irei de jeito nenhum, porque tenho supercontrole. Se hoje fico estressado é por causa de alguma crise de abstinência. Até humilho as pessoas”.
PEDRA DA MORTE É CAMPEÃ EM DEPENDÊNCIA

O crack é obtido a partir da mistura da pasta-base de coca ou cocaína refinada (feita com folhas da planta Erythroxylum coca), com bicarbonato de sódio e água. Quando aquecido a mais de 100ºC, o composto passa por um processo de decantação, em que as substâncias líquidas e sólidas são separadas. O resfriamento da porção sólida gera a pedra de crack, que concentra os princípios ativos da cocaína.
Segundo o químico e perito criminal da Polícia Federal (PF) Eduardo Mendes Cardoso o nome ‘crack’ vem do ruído que as pedras fazem ao serem queimadas durante o uso.
Existe diferença também no nível de pureza do crack, já que ele é produzido de maneira clandestina e sem qualquer tipo de controle. “A pureza vai depender do valor pago na matéria-prima pelo produtor. Se a cocaína for cara, é misturada com outras substâncias, para render mais. Se for de uma qualidade inferior, pouca coisa ou nada é adicionada”, diz Cardoso.

ESFUMAÇANDO O ORGANISMO


O crack geralmente é fumado com cachimbos improvisados, feitos de latas de alumínio e tubos de PVC (policloreto de vinila), que permitem a aspiração de grande quantidade de fumaça. A pedra, geralmente com menos de 1 grama, também pode ser quebrada em pequenos pedaços e misturada a cigarros de tabaco ou maconha – o chamado mesclado, pitico ou basuco. “Ao esquentar a pedra, ela se derrete e vira gás, que depois de inalado é absorvido pelos alvéolos pulmonares e chega rapidamente à corrente sanguínea”, conta Cardoso. Enquanto a cocaína em pó leva cerca 15 minutos para chegar ao cérebro e fazer efeito depois de aspirada, a chegada do crack ao sistema nervoso central é quase imediata: de 8 a 15 segundos, em média. A forma em que se administra a droga no organismo é o que se chamade fissura. Todas as drogas estimulantes que são ingeridas no organismo causam o rebote, ou seja, o organismo cobra por ter sido super-estimulado e em seguida o organismo do usuário entra em um processo de repouso.
Cardoso alerta: “É possível sim que o crack mate por efeitos vasculares. A droga possui um efeito deletério no organismo, mas as mortes são psicossociais, pois afeta o lado social, psicológico e físico. O usuário sob efeito das substancias tomam atitudes que geralmente, sem a droga, não teriam coragem de tomar. O usuário do crack é imprevisível.
De acordo com o perito Cardoso, o setor técnico científico da Polícia Federal atua em seis áreas, divididas em sete grupos, que vão desde a perícia médica à informática. A área de Química Forense, onde ele atua, éo “carro chefe” dos trabalhos realizados pela PF. Eles combatem desde crimes de colarinho branco (um crime cometido por uma pessoa respeitável, e de alta posição (status) social, no exercício de suas ocupações) à apreensão e análise de drogas. Depois que o departamento químico forense da polícia analisa o produto, é emitido um laudo para evidência material, que é utilizado durante os processos criminais.
Segundo ele, o Oxi não existe: “ É um mito dentro da imprensa. O processo de refino da cocaína é bem simples. É feita a extração de alcalóides da planta, onde são utilizados querosene, gasolina e cal e a imprensa começou a divulgar que havia uma forma oxidada da cocaína. Há uma série de incongruências entre o que se lê e o que se sabe. Este ano foi feito um estudo em Brasília com a colaboração do Acre, onde comparamos as substâncias com a Polícia Civil. Dizia-se que poderia ser uma modificação (adultério) no produto final, mas após a análise quimica detalhada, concluimos que as amostras quimicas são idênticas. Então, não existe uma nova droga no mercado.”, conclui.
Atuando como perito há doze anos, Eduardo Mendes Cardoso é Eng. Químico e Perito Criminal Federal. Ele comenta sobre o consumo de drogas: “O ser humano faz uso de drogas há tres mil anos antes de Cristo. O áqlcool, por exemplo, é proibido no Oriente Médio e na Ásia, mas o ópio é permitido lá. Na Jamaica, a maconha é permitida porque é cultural. Ela (a maconha) não é liberada, mas é aceita. Na Holanda ela é descriminalizada, assim como nos EUA e no Canadá. As drogas são usadas em diferentes culturas com diferentes objetivos. Algumas despertam o efeito de cessação do eu e a crença no divino, como o santo daime e a maconha, por exemplo. Existe uma corrente de biólogos que diz que determinadas plantas já são preparadas naturalmente com substâncias para causar alguns efeitos no organismo de quem as consome. É uma forma que as plantas acharam para conseguirem se propagar ou se proteger. A diferença entre consumo cultural milenar dos entorpecentes é o abuso. Hoje pode ser inglório lutar contra a cocaína, a maconha ou o crack. Devemos é tentar controlar.”

ADMISSÃO NO GARIMPO

Há quem diga que o dependente de crack não tem escolha. Alguns discordam e falam que a entrada nessa vida é uma decisão tomada exclusivamente pela pessoa. Mas independente das motivações que levam ou não um cidadão comum se tornar um viciado nessa droga, o importante é que existe um caminho para a saída.
Se por um lado muitos duvidem da possibilidade de recuperação, os exemplos de superação existem.
Nascido em Sergipe, Mateus de Araújo Mendes, 25 anos, foi adotado pela família Araújo Mendes quando tinha apenas 15 dias de vida. Aos quatro anos de idade foi para São Luís (MA), onde os pais trabalhavam para uma editora de revistas. Viveu lá até os 12 anos. Os pais tinham condição financeira acima da média. Aos 13 anos, foi morar em Lagoa da Prata, centro-oeste de Minas Gerais, e continuou estudando.
A curiosidade, os amigos e a boa condição financeira o levaram a experimentar maconha, isso ainda aos 13 anos. “Eu já tinha tudo e queria uma coisa diferente”, diz.
Mateus estudava em um colégio particular e foi aí que as sequelas da droga começaram a aparecer. Foi reprovado pela primeira vez.
Muito abalado, chegou à sua casa e deu a notícia aos pais, que, na tentativa de consolá-lo, o presentearam com uma moto, acreditando que isso o incentivaria a estudar. O efeito foi contrário. Mateus pensou: “Estou fazendo tudo errado e meus pais ainda me dão presente. Acho que estou no caminho certo”.
Continuou a usar maconha, ir para baladas de moto. Chegava tarde à sua casa, não queria dar satisfação aos pais. Aos 14 anos, só era bom em redação na escola. “Eu ia fumando para escola, estudava pela manhã. Comprava a maconha com a minha mesada. Não trabalhava, não fazia nada, mas meus pais me davam dinheiro. Sempre foi muito fácil comprar drogas aqui em Lagoa. A cidade é pequena”, comenta.
Indo às baladas de moto, experimentou cocaína, sem deixar de usar também a maconha. A maconha era utilizada pela manhã, diariamente, e a cocaína aos fins de semana. Foi reprovado pela segunda vez aos 15 anos na 7ª série. “Foi nessa época que meus pais começaram a ouvir as afirmações de que eu estava usando drogas. Isso ficou evidenciado nas minhas agressividades. Eu sempre tinha sido um artista, conseguido enganar todos, mas a cocaína me deixou descontrolado”, admite.
Apesar de tudo, a mãe lhe deu um carro, o que facilitou ainda mais sua relação com as drogas. “Ia com a turma buscar drogas em lugares distantes, passava dias fora de casa”. Nessa época, Mateus conheceu um homem que o apresentou o crack. “Fizemos uma parceria, tipo líderes de gangue. Aprendi muitas coisas erradas com ele, os caminhos do tráfico. Buscávamos a droga juntos”, disse.
Os amigos fumavam maconha com crack. “Alugamos uma casa e eu fumei 28 pedras de crack. Na época, emagreci 15 quilos em poucos dias”, relata. Aos 16 anos, desistiu do colégio e arrumou uma namorada. “Tirei a moça da igreja e ela começou a usar drogas comigo”, disse.
Mas o namoro com as drogas começou a perder a graça depois de ele ter sido traído pelo comparsa, aos 16 anos, quando ambos foram à Pedreira Prado Lopes – conhecida como a cracolândia de Belo Horizonte- comprar drogas e a primeira arma, uma pistola 765. “Fui traído e roubado por ele. Nessa época, ele já o cara mais procurado da cidade. Fiquei muito irritado, o ameacei de morte e o delatei na delegacia. Logo depois, fui para Aracaju com minha família e minha namorada. Ele foi preso, mas por pouco tempo”, lembra.
Quando voltou para Minas, depois de sua avó ter sido atropelada, Mateus se encontrou com o comparsa que o ameaçou. “Quando nos encontramos, ele reclamou comigo por ter ficado preso, brigamos e fui espancado”.
Quando ele acordou percebeu que havia sido espancado. “Voltei para Aracaju, me recuperei, mas só pensava em vingança. Fiz artes marciais e queria voltar para me vingar”, conta.

PEDIDO DE DEMISSÃO DO GARIMPO

Foi no sufoco que Mateus buscou ajuda religiosa. Ele começou a trabalhar na delegacia, onde ficou por um ano (levaram oito meses para confiar nele). “Perdoar alguém é um milagre, é preciso ser tocado na alma”.
Em um momento de desespero, ele pensou no que fazer e resolveu ir à igreja a convite de um amigo: “Vi que Deus tinha algo melhor para mim. Eu me converti e fiquei espiritualmente preparado. Mudei de vida completamente”, afirmou.
O jovem passou a trabalhar com a recuperação de drogados. “Trabalho em outra empresa há um ano e meio, namoro uma moça que também frequenta a igreja evangélica. Ajudo a minha família e vivo uma vida completamente diferente, ou melhor, passei a viver”, comemora.
POLIMENTO
Texto: Guilherme Ludwig
No dia 23 de setembro foi publicado no Diário Oficial do Estado um decreto sobre a criação de um auxílio financeiro para os dependentes químicos. Batizado de “Cartão Aliança pela Vida”, o benefício consiste numa ajuda mensal de R$900 para famílias cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos, a custear o tratamento de parentes com problemas de dependência química.
O lançamento oficial do benefício foi realizado na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves no dia 05 de outubro. O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, enfatizou a importância do projeto no combate às drogas, um problema cada vez maior no estado mineiro. “Ficamos muito satisfeitos com esse programa que é pioneiro no Brasil. Temos que estreitar os nossos esforços para que, de fato, tenhamos condição de reverter essa grande mazela da nossa sociedade moderna”, afirmou em seu discurso.
A princípio, o Cartão Aliança pela Vida atenderá cerca de mil famílias dos municípios de Teófilo Otoni, Vale do Mucuri, e Juiz de Fora, Zona da Mata. Para ter acesso ao cartão, a família beneficiária deverá passar por uma série de etapas, a fim de apurar a real necessidade do auxílio, evitando fraldes.
Os familiares deverão apresentar relatório de médico psiquiatra do sistema público de saúde que ateste a dependência química e recomende a internação como medida de tratamento adequada. As condições socioeconômicas da família serão avaliadas pela prefeitura local, que será responsável pela emissão do relatório recomendando ou não a inclusão no programa. O benefício tem duração de nove meses, período médio que dura uma internação, mas pode ser prorrogado por até dois anos.
A distribuição do cartão é parte do programa Aliança pela Vida, criado em agosto deste ano pelo governo de Minas. O objetivo do programa é combater os problemas relacionados à dependência química, sobretudo do crack, que vem ganhando atenção especial nos últimos anos por seu alto poder destrutivo.

Projeto BHTRANS para Copa de 2014

Gessy Dias Fernandes


Ciclo discute mobilidade urbana para atacar drama do trânsito urbano e transporte público.
O Objetivo é discutir as políticas públicas de transportes e mobilidade urbana e o planejamento do trânsito na região metropolitana de Belo Horizonte prevista para a copa do mundo de 2014.
Segundo, Ramon Victor César, presidente da BHTRANS “ Ao longo dos anos os transportes individual teve um privilegio enorme em vez dos coletivos, aumentarão drasticamente os congestionamentos nas ruas”. Para que esse problema seja solucionado, estamos investindo nas principais vias como Antonio Carlos, Pedro I, Cristiano Machado, Nossa senhora do Carmo, Carlos Luz, Pedro II e Amazonas. Para que possamos implantar o Transporte Rápido de Ônibus (BRT)". Essa etapa tem como objetico elaborar e implementar medidas operacionais que contribuam para melhor a mobilidade do trânsito e transportes no período da copa proporcionando ao cidadão e principalmente aos visitantes condições que atendam e facilitam o deslocamento pela cidade, em especial o acesso ao Mineirão e demais áreas diretamente ligadas ao evento “Um bom transporte terá como conseqüência um bom trânsito" afirma Ramon.


Fotode Ramon Victor César, presidente da BHTRANS




Esse novo sistema está perto de mudar o aspecto de algumas das principais vias de Belo Horizonte, e chega com a ambiciosa tarefa de suprir as lacunas deixadas por um metrô incipiente, além de transformar a lógica de um dos aspectos críticos da cidade: a mobilidade urbana. Se as linhas arquitetônicas das novas estações são novidade e as propostas de mudança ainda soam estranhas aos ouvidos de muita gente, pela capital elas já mostram seus reflexos. Mal deu tempo de trafegar pela nova Avenida Antônio Carlos e aproveitar as melhorias na Avenida Cristiano Machado e estão de volta o barulho ensurdecedor das máquinas, retenções no trânsito, concreto quebrado e ferragens expostas. Desta vez, a requalificação viária lança as bases do BRT, ou Bus Rapid Transit (transporte rápido por ônibus). O projeto está sendo preparado com a difícil missão de dar mais conforto aos passageiros, convencer motoristas a deixar o carro na garagem e desafogar o Hipercentro de Belo Horizonte. Nessa região, o BRT vai fechar as portas para cerca de 800 ônibus apenas no horário de pico da manhã, uma redução de 24,25% no tráfego local. Mais que isso: vai simplesmente proibir o tráfego de veículos de passeio em vias onde hoje o trânsito é frenético, como as avenidas Santos Dumont e Paraná.
O Estado de Minas mostra hoje, com exclusividade, o traçado do projeto na área central e o desenho das estações. E revela como essa sigla e o nome estrangeiro ainda soam estranhos aos ouvidos do belo-horizontino, que já ouviu falar, mas não tem a menor ideia do que será esse tal de BRT.O video abaixo pode explicar melhor


Sistema BRT traz mudanças radicais
Principal aposta da capital em termos de mobilidade para a Copa 2014. Inicialmente, dois corredores serão contemplados: o percurso das avenidas Antônio Carlos/Pedro I e o da Cristiano Machado, não por coincidência as duas opções de ligação do aeroporto de Confins com o Centro da cidade. Serão 27 quilômetros de linha distribuídas nas duas avenidas e no Hipercentro (avenidas Paraná e Santos Dumont). Para que se tenha uma ideia do que representa isso, a distância equivale a cruzar duas vezes BH de leste a oeste ou a atravessar a capital do Barreiro até Venda Nova. O sistema tem entre seus trunfos um ônibus articulado (sanfonado) que pode transportar quase três vezes mais passageiros que os convencionais.

As vias serão totalmente modificadas e terão pistas exclusivas para o BRT, ao longo das quais haverá 41 estações de embarque e desembarque. Na Área Central, as intervenções estão sendo licitadas. As propostas de obra viária e construção das estações foram entregues à Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).

Os ônibus terão portas à esquerda ou dos dois lados e vão dispor de piso nivelado com as plataformas das estações. O pagamento da passagem ocorrerá antes, na área externa, o que facilitará o acesso aos coletivos, feito em tempo menor. Ao entrar na estação, basta pegar o primeiro ônibus. Todo o sistema será integrado às linhas municipais e metropolitanas. Será criado um conjunto de linhas alimentadoras que sairá dos bairros para levar os passageiros até as estações do BRT.

A partir dessas estações, haverá duas categorias de linhas: a expressa partirá direto ao Centro, com parada apenas nas avenidas Paraná e Santos Dumont. A segunda terá pontos ao longo do trajeto. Na volta, vale a mesma regra e nas estações haverá ônibus para levar os passageiros aos bairros, como ocorre atualmente no sistema BHBus de Venda Nova, São Gabriel e Barreiro: ônibus partindo rumo ao Centro e, a partir das estações, uma rede interligando os bairros.

O Plano de Mobilidade Urbana de BH prevê uma rede de transporte estruturada por ônibus convencionais, articulados e o metrô. De acordo com o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, a médio e longo prazo a rede de BRTs será ampliada para toda a cidade. Há previsão para implantação nas avenidas Amazonas e Andradas. No Eixo Sul, em direção ao Bairro Belvedere, há estudos em andamento para verificar se o modal é a melhor opção. O projeto das avenidas Pedro II/Carlos Luz ficou para trás, sob a justificativa do alto custo das desapropriações, apesar de se tratar do segundo mais importante corredor para o palco principal da Copa: o Mineirão.


Para a via, restou a proposta de faixas exclusivas para ônibus, nos moldes das adotadas na Nossa Senhora do Carmo. Será construída ainda a estação de integração São José, no bairro homônimo, nas proximidades do Anel Rodoviário. “A Antônio Carlos e a Cristiano Machado foram escolhidas porque ocorreu uma coincidência, que é Copa do Mundo, e esses corredores são caminho para estádio e aeroporto. Foi uma janela de oportunidades”, justifica o presidente da BHTrans, garantindo que o novo modelo não vai afetar os custos da passagem.

PELO MUNDO
Esse sistema de transporte coletivo vem sendo implantado em vários países, como Colômbia, Chile, México, África do Sul, China, Estados Unidos, Canadá, além de nações da Europa. Na Colômbia, há cinco cidades operando o BRT e em outras duas o sistema está em construção. A engenheira civil Monica Vanegas Betancourt, em workshop promovido em Belo Horizonte sobre o tema, disse que 20% dos motoristas colombianos deixaram de usar o carro depois da implementação do projeto. Em Los Angeles (EUA), o público do transporte coletivo aumentou em 25% depois do BRT, segundo Ethan Arpi, da rede Embarq (grupo internacional de consultoria a governos e empresas sobre transporte e mobilidade.