Agrotóxicos na agricultura
Texto e fotos: Mirella Brandão
Foram discutidas pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais diversas alterações na legislação federal para tentar reduzir o uso de agrotóxicos na agricultura brasileira. A reunião aconteceu na quarta-feira, dia 16 de novembro.

Segundo Padre João, relator da Subcomissão, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo. Os dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentados pelo parlamentar mostram que anualmente são produzidas e importadas no Brasil, respectivamente, 613 e 266 mil toneladas de agrotóxicos.
Com relação à utilização do produto, o deputado mostrou que esse número chega a 789 mil toneladas por ano. As lavouras mais contaminadas são as de tomate e bat
A subcomissão da câmara vai propor normas para a pulverização de lavouras com uso de aeronaves, além de regras específicas e mais rígidas para a produção, armazenamento, comercialização e importação de agrotóxicos.
Uma pesquisa feita pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Anvisa, detectou que, de um total de 3.130 amostras analisadas, 29% apresentaram resultados insatisfatórios quanto à porcentagem de agrotóxicos presentes.
Com problemas como a fiscalização precária do uso de agrotóxicos, as propostas no relatório final da subcomissão da câmara dos deputados detectou que existem apenas 90 fiscais e técnicos em todo o país para fazer esse tipo de controle, além da falta de laboratórios para análise de produtos e pontos para coleta de embalag
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Com problemas como a fiscalização precária do uso de agrotóxicos, as propostas no relatório final da subcomissão da câmara dos deputados detectou que existem apenas 90 fiscais e técnicos em todo o país para fazer esse tipo de controle, além da falta de laboratórios para análise de produtos e pontos para coleta de embalag
De acordo com o relator da subcomissão, o deputado Padre João, do PTO, e o deputado Antônio Carlos Arantes, do PSC, presidente da Comissão de Política Agropecuária da Assembleia, é necessário ter uma política de conscientização da necessidade de utilizar os equipamentos de proteção individual – EPIs.
Genilton Martins, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Margarida, no leste de Minas, diz que não é fácil convencer os produtores a usar equipamentos de proteção na hora de aplicar os agrotóxicos na lavoura: “as pessoas não usam nem o básico, que é o calçado, uma camisa de manga longa, uma calça. Às vezes, os jovens estão na lavoura de short e até sem camisa fazendo o uso de agrotóxicos”, conta Genilton.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Sa
úde do Trabalhador Rural da UFMG, Eliane Novato, os EPIs apenas evitam apenas efeitos imediatos, como abortos, mas não protegem contra doenças crônicas, como sensibilidade a infecções e até câncer: “de qualquer forma, existe uma pequena dose que vai aos poucos se acumulando no organismo”, relata.
Para checar a utilização de agrotóxicos em Minas, o IMA, Instituto neiro de Agropecuária, garantiu que realiza cerca de sete mil inspeções por ano em estabelecimentos comerciais e áreas rurais.
Genilton Martins, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Margarida, no leste de Minas, diz que não é fácil convencer os produtores a usar equipamentos de proteção na hora de aplicar os agrotóxicos na lavoura: “as pessoas não usam nem o básico, que é o calçado, uma camisa de manga longa, uma calça. Às vezes, os jovens estão na lavoura de short e até sem camisa fazendo o uso de agrotóxicos”, conta Genilton.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Sa
Para checar a utilização de agrotóxicos em Minas, o IMA, Instituto neiro de Agropecuária, garantiu que realiza cerca de sete mil inspeções por ano em estabelecimentos comerciais e áreas rurais.
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